Quem conta um conto...

Quantas contas já deixei pelo caminho!
E cada uma conta um pouco sobre mim.

Pois cada um que no caminho as encontra
Versa um conto meio louco sobre mim.

Cada qual pensa que sabe o que não sabe
E vão somando cada conta até o fim,

Contando tudo e um pouco mais do que não cabe
Construindo-me um colar pesado assim.

Pesa tanto que já ando encurvada,
Contando os frisos do solado que caminho,

Juntando as contas em um fio de puro nada
E rindo junto do falar que não confio.

6 Sussurros:

Phyhernandes disse...

É... Cada qual pensa que sabe o que não sabe...
Quanto a mim, como dizia Raul: Aprendi a ficar quieto e começar tudo de novo.
Quanto as minhas contas estão mais para pedregulhos hahahha
Ótimo silvana!
:)

Jaime A. disse...

Um poema "em caminho" e "a compasso". Gostei muito, muito mesmo.
Um abraço e votos de um 2010 em pleno.

Rafael disse...

Instigante e interessante... acho que cada um carrega as contas que junta pelo caminho... perdemos algumas e encontramos outras... mas no fim vale a pena!!!

Bjão Amiga

Rafa

Jaime A. disse...

Acabo sempre por regressar a este "poema circular", também introspectivo...

Í.ta** disse...

ficou bom isto!

e assim vamos nos deixando envolver pelo que lemos, escrevemos, contamos.

um abraço.

Freak disse...

fujo muito dessas correntes que tanto pesam o quanto contam o que não é. é sempre legal passar por aqui, silvaninha! beijo!

Quem sou eu

Minha foto
Sou o verbo: o estado, o tempo e a ação contínua.

Pesquisar este blog