O porto

O porto não vai a lugar algum,
Morre nas partidas,
Vive das chegadas
E vem das ondas sustentadas
Ofertar a terra forte que se pisa.

Meu porto é corpo ostentado,
Lugar de sorte vã e de magia
Que nas curvas mais inesperadas
Vêm parar as tristes horas
Que me fazem companhia.

Morto o lenço fraco,
Sacudido com tristeza na partida
Fica o frio no porto e o laço
Que forçosamente parto
Pra na volta não manter a chama viva.

7 Sussurros:

Everton Merlin disse...

Melancólico o teu poema, mas muito bonito.

Lembra-me o cinema francês de vanguarda, o famoso Nouvelle Vague, tão existencialista e poético.

Filipe D. disse...

Ela gosta de ser melancólica nas poesias!!!rs

musicalidade como sempre, alvejante para o entendimento!!

e sempre há de se perguntar, para qual porto irá o lenço que tragará outra alma em gesto de tristeza, ateh que se aparte o laço da alma viva?

Não sei,mas sempre encontraremos por ai!!rs

Abraços poetisa!!

Phyhernandes disse...

Estes portos...
Tão tristonhos... Como os aeroportos e as ferrovias.
As almas que ficam choram blues.

Phyhernandes disse...

Fiz um poema do teu poema. :)

Phyhernandes disse...

numa outra perspectiva.

Í.ta** disse...

bom é quando se tem porto.

teus versos são fortes,
o que eu acho muito bom.

abraço.

Freak disse...

A partida só vale a pena porque deixa crescendo dentro da gente a ânsia do reencontro. Lindo! =)

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Sou o verbo: o estado, o tempo e a ação contínua.

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