Pequena crítica social

O pombaredo pousa na calçada
E estala o bico pelo chão
E espera à pena pela fome,
Espera o milho pela mão.

Não fosse o velho ali parado
A escutar o som do pombaredo,
Não haveria ali a culpa,
Nem haveria ali o medo.

Enquanto uns se alimentam
Um outro espera pela mão.
E livremente observa sob o banco
O que se espalha livre pelo chão.

Se é possível haver comparação
Já não sei quem não é livre,
Se é quem voa leve pelo céu
Ou se é quem vive mudo pelo chão.

2 Sussurros:

Delírios Cotidianos disse...

É,sabes que ultimamente tenho me sentido assim, não sei se em liberdade ou atrelado a certos grilhões de minha vaida.

Adorei a poesia, como todas as outras, mas essa veio em um momento legal, emque ando vibrando meio assim, nesse ritmo interrogativo.

Parabéns

Phyhernandes disse...

Como sempre depois das palavras mansas. o desfecho na palavra dura.
ADORO!
Bjos

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Sou o verbo: o estado, o tempo e a ação contínua.

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