A janela dos olhos

A beleza um dia eu vi,
Passou por mim numa tarde amarela;
Andava com as mangas puídas
E o coração partido,
Mas ainda assim muito bela.


E se fez um espelho de mim,
Na luz clara que dourava a janela
Vi a tristeza mais densa, assim
Da melancólica beleza juvenil.
E nada se aproximava dela.

5 Sussurros:

Mr. Rickes disse...

Muito doce e enigmatico como não poderia deixar de ser, já que foi tu quem fez Pequena Monstro!

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Freak disse...

Adoro tristezas. Lindo o que escreves, Silvaninha!

Bjocas de Freak!

Rody Cáceres disse...

Da para tirar muita coisa dos teus poemas...pena que nao consigo parar e analisar com calma...sempre belos e com uma mensagem...parabens...e os olhos sao o espelho da alma...

Rody Cáceres disse...

lendo novamente vejo uma cena em que encontro a mim mesmo so que mais jovem e descubro nos olhos desse ser a perfeita expressao dos meus sentimentos...mas essa e a minha interpretacao...nao costumo fazer esse tipo de comentario, mas e impossivel nao tomar posse do que escreves e fazer um interpretacao propria...grande abraco bjus

Zé urbano disse...

Nada mais belo que essa alma tua...nua, com nuances de alma pura.Abç. Ah, vou tocar dia 07 na festa do mar, na gastronomia as 12:00hs.Aparece.

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Sou o verbo: o estado, o tempo e a ação contínua.

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