Filósofo de pedra

Deixo o tolo do momento
Que utiliza como escudo
O mais torto sentimento
Disfarçando seu murmúrio.
Quando pego põe-se mudo.

Deixo a gente tão vulgar,
Que me cobre de pesar,
Caminhando sobre o mundo.
Deus me livre deste mar
Que não quero estar no fundo.

Deixo o sábio adormecido
Mergulhado na vaidade,
Triste busca de Narciso
Que não muda com a idade
Nem diante d’um abismo.

Deixo a bela esmaecida
Que cultua e apetece
Sua carcaça emagrecida.
E entre os tolos oferece
Sua beleza apodrecida.

Disso sempre vale à pena
Discordar sem medo ter:
Que a fortuna é moça má
E não coroa quem com ela
Toda noite vem dançar.



6 Sussurros:

Everton "Merlin" Soares disse...

Como sempre me espantas!! E gostei das rimas!!

Paula M. disse...

cruel... cruel...

Freak disse...

Silvanaaaaa! Achei teu blog! =)

Adorei te conhecer, sinto que vamos desenvolver muitas teorias lost e vamos pôr em prática nossas filosofias de buteco com certeza!

bjão!

Freak disse...

esse texto ficou de fora, Silvana! já mandei os "selecionados" para o sarau, justo agora que comecei a aumentar a produção poetica propriamente dita!

Mr. Rickes disse...

Agora a Senhorita me assustou!!
Cadê o amor? A paixão???
heaheaheaheahae
Gostei mesmo assim.
0/

blablablaseoutrosputz disse...

Deus me livre deste mar
Que não quero estar no fundo...

como sempre... como sempre... q chato isso! só tenho elogios pra ti!!! coisa!

um abraço!

Quem sou eu

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Sou o verbo: o estado, o tempo e a ação contínua.

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