Poema sem nome

Se pudesses espiar aí onde bate meu coração
verias muito mais do que uma veia pulsar.
Verias o movimento de um sentimento a lutar
e a suave batida de uma simples canção.


Se pudesse falar-te do desejo que esta pena não cura,
da chuva fina que nele habita e não pára,
da pedra clara de uma ferida leve que não sara
e dos pedaços quebrados de minha pequena loucura.


Aí verias um sol, e assim saberias então
do tempo perdido que eu não queria,
do estalar devagar da lembrança vazia
e da palheta perdida do teu violão.

8 Sussurros:

Mr. Rickes disse...

Como já disse escrevo de forma livre, mas me encanto com a forma que vc escreve. Bom sobre reunir a galera é o seguinte, me add no msn para podermos conversar.
raphaelrickes@hotmail.com
Queremos marcar um encontro do pessoal e depois começar a por em prática o projeto do site.
0/

Phyhernandes disse...

Menina... Muito muito tri...
Escreves de uma maneira invejável!
Parabéns poeta!
PS: A aposta com o Diabo é barbara.

Anônimo disse...

Quem dera que fosse meu este violão!!! (anbiguamente falando) Parabéns linda.

Ze urbano disse...

O anônimo sou eu viu! Não conseguia entrar usando a minha identidade do blog.Agora deu. Parabéns!!!

Igue disse...

Hum... vê se consegue imaginar:

Me escorei na cadeira e suspirei. Pensei em como a simplicidade pode ser tão completa, exprimindo cada sentimento que ousanos sentir. Me senti mais leve, e aquele meio sorriso apontava que eu havia guardado algo da experiência.

Fiquei assim depois de ler isso. Gostei muito, mesmo.

Igue disse...

Ousamos*

:P

Rody Cáceres disse...

Olá garota estamos amadurecendo a idéia de reunir os poetas de RG,ainda tens interesse? Em relação aos teus poemas continuo admirado... e impressionado...parabéns

Everton "Merlin" Soares disse...

Parabéns pelo poema minha cara, muito me agrada esse estilo de poesia com rimas, pois a sonoridade que ela emite é algo surpreendente. Gosto muito da disposição das tuas palavras, esse, em especial, me lembra uma tarde chuvosa de inverno, em que percebos o quão bucólica é a vida em determinados momentos e o quão atrelados a ela somos. Apesar da certa ausência devido as atribulações profissionais, sempre que posso visito teu blog, que ultimamente tem servido de inspiração para algumas coisas que faço, como o desenho.
Espero que com a proposta dos blogueiros Rody e Rickes possamos enobrecer cada vez mais a prática da poesia na cidade, agregando cada vez mais pessoas para esse inconstante turbilhão de idéias.

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Sou o verbo: o estado, o tempo e a ação contínua.

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