O desatino de Icarus

O infinito carrega
Pelas asas de cera
Entre o céu que se eleva
Um desejo que cega
E que mata em vão.

Esta estrela me atrai,
Me seduz e me trai.
É tão forte e tão bela
Que assim como ela
Outras mais já não são.

Perdoe-me se vôo
Bem mais alto que o céu.
Desculpe-me se chego
A esta luz que me leva
Mais rápido ao chão.

Minhas asas derretem
Pelo amor que me aquece.
Já não quero outra coisa,
Nem quero outra vida
Sem esta razão.

Se despenco e me perco
Não lamento em morrer.
Só lamento a beleza
Que a vida me rouba
E jamais volto a ver.

7 Sussurros:

Jaime A. disse...

"Não lamento em morrer", nem em partilhar um poema tão bela, com um ritmo tão cadenciado. Parabéns!

Delírios Cotidianos disse...

Já nem sei mais o que dizer cada vez que leio algo teu! Perco as palavras! E depois vens me dizer que eu é que escrevo bem. Quanta humildade!hehe!

Freak disse...

Que lindinha a Silvaninha
Demonstrando o seu bem querer
Não te abandono sua bobinha
Logo logo vou te ver!

:))

miruii disse...

Olá garota menina!

Pois não é que gostei da tua escrita?
Sou bicho só e gosto de liberdade, não tenho grandes apegos, bem vês.
Se não gosto, não digo.
Piquei, fuuuiiii!

Rody Cáceres disse...

Lindo...bem, dizer que é lindo é muito pouco, talvez daqui a alguns anos eu esteja pronto para fazer um comentário sobre um poema tão belo...bem, caso te interesse, enquanto lia teu poema ouvia uma música do Queen chamada TEO TORRIATE, o que me proporcionou uma sensação fantástica...abraços...

Jaime A. disse...

Sempre o ritmo da sua poesia; magnífico! Este Ícaro está excelente.
Parabéns.

Washington disse...

Olá!!
Conheçam meu blog de poemas!!

olhosnublados.blogspot.com

Obrigado,
Wash

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Sou o verbo: o estado, o tempo e a ação contínua.

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